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sábado 21 de novembro de 2020 às 11:22h

Deputado pede mais políticas estruturais contra o racismo e punição para crimes com motivação racial

POLÍTICA


 Dia da Consciência Negra na Bahia foi marcado por inúmeras manifestações e atividades ligadas à campanha nacional ‘Novembro Negro’. Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Marcelinho Veiga (PSB) lembrou da data ao defender mais políticas estruturais contra o racismo e a intolerância. Nesta última sexta-feira (20), o parlamentar pediu punição para crimes com motivação racial e lembrou do caso mais recente: o assassinato de um homem negro por dois homens brancos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que aconteceu na noite da última quinta-feira (19) em uma unidade do supermercado Carrefour. Veiga aponta que crimes como esse estão crescendo no país e a sociedade deve intervir assim como os governantes nas diferentes esferas da federação.

“Mais um absurdo, mais um crime com motivação racial e o país precisa se mobilizar para que casos como esses não mais se repitam. O governo federal precisa se pronunciar, o silêncio é ensurdecedor nesse processo. Essa rede de supermercado, inclusive, já tem em suas costas outro caso parecido. Em Recife, no mês de agosto, um representante de vendas morreu enquanto trabalhava em um supermercado da rede, e teve o corpo coberto com guarda-sóis e cercado por caixas de papelão, engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas. Outra vergonha para a nossa sociedade, por isso a defesa importante contra o racismo e contra o extermínio do povo negro”, frisa Marcelinho.

O parlamentar estadual diz que as imagens do espancamento circulam em mídias e redes sociais e são estarrecedoras. Veiga pede punição aos envolvidos e repercussão do caso para que não caia no esquecimento. De acordo com a polícia, os dois seguranças envolvidos no caso em Porto Alegre, um deles é policial militar, estão presos pelo crime. “É preciso que essas pessoas sejam punidas exemplarmente. Isso é homicídio qualificado. Não se pode pagar com a vida por ser negro. Estamos em um país que fecha os olhos para esses crimes raciais. E os números têm crescido assustadoramente. Com certeza, esse crescimento tem a ver com o governo ultraconservador que temos instalado no país, com um racista e preconceituoso à frente da nação”, completa.

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