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quinta-feira 28 de março de 2019 às 14:02h

Deputado propõe campanha para conscientizar mulheres vítimas de violência

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O deputado Aderbal Caldas (PP) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, indicação endereçada ao governador Rui Costa, solicitando que seja realizada uma campanha estadual para conscientizar as mulheres vítimas de violência doméstica a denunciar os agressores.

De acordo com o deputado, uma recente pesquisa feita pelo Datafolha revelou que 503 mulheres são agredidas fisicamente a cada hora, no Brasil. “Apesar dos números assustadores, o percentual de mulheres que tomam alguma providência após a agressão é de apenas 11%. As vítimas da violência doméstica e familiar muitas vezes sofrem em silêncio por não terem informações sobre como conseguir ajuda”, explicou.

O parlamentar ressaltou ainda que a prática de feminicídios ocupa diariamente os noticiários dos meios de comunicação do Brasil. “As estatísticas são alarmantes: a cada cinco dias, uma mulher perde a vida vítima de feminicídio, que é o assassinato motivado por ódio contra a mulher”, alertou. O deputado disse ainda que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “o Brasil é o quinto país onde acontece o maior número de assassinatos de mulheres no mundo. O Atlas da Violência de 2018 indica que em 2016 foram assassinadas 4.645 mulheres no país”, completou.

Aderbal lembra que apesar da criação do Ligue 180 para servir de canal direto de orientação e direitos para a população feminina, “ainda é uma minoria que conhece efetivamente o serviço, que sabe que ele é gratuito. Então daí vem a importância dessa campanha para massificar a informação”, ressaltou. O parlamentar lembrou também que o Ligue 180 é a porta principal de acesso aos serviços que integram a rede nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, sob amparo da Lei Maria da Penha, e base de dados para a formulação das políticas do governo federal nessa área.

“Os atendimentos registrados mostram que 78% das vítimas têm filhos e que mais de 80% destes filhos presenciaram ou também sofreram algum tipo de violência”, completou. Para finalizar o deputado lembrou que a Lei Maria da Penha já existe a 12 anos. “Ela foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006, e denominada lei Maria da Penha, em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu agressões do ex-marido durante 23 anos e ficou paraplégica após uma tentativa de assassinato”, esclarece.

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