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sábado 17 de outubro de 2020 às 08:09h

Empresa britânica quer infectar voluntários com Covid-19 para testar vacina

CURIOSIDADES, NOTÍCIAS


Uma empresa de biotecnologia britânica afirmar estar em negociações avançadas com o governo do Reino Unido para criar e fornecer linhagens do novo coronavírus, que causa a Covid-19, e utilizá-lo em testes de “desafio humano” de potenciais vacinas contra a doença. Nessas testagens, voluntários seriam infectados deliberadamente com o vírus.

O trabalho preliminar dos testes, que almejam acelerar o processo que determina a eficiência de uma candidata a vacina, está sendo realizado pela hVIVO, uma unidade do grupo de serviços farmacêuticos Open Orphan, disse a empresa.

“Estamos conversando com várias partes, incluindo o governo do Reino Unido, a respeito de um teste de desafio de Covid-19. E, assim que um destes contratos for assinado, faremos um anúncio”, disse o presidente-executivo da Open Orphan, Cathal Friel.

O acordo envolveria criar um modelo de estudo de desafio humano que pudesse ser usado caso tais testes obtenham aprovação ética e de segurança de agências reguladoras.

O departamento de negócios, energia e estratégia industrial do governo britânico foi procurado para comentar a informação, mas não retornou à agência Reuters.

Apoiadores de testes de desafio humano dizem que eles são uma boa maneira de encurtar o processo muitas vezes demorado de testes de vacinas em potencial em dezenas de milhares de voluntários em condições normais. Pelo modo habitual, as pessoas que recebem vacinas ou placebos nos testes levam vidas normais e são monitorados para se saber se contraíram a doença ou estão protegidos dela. Os valores que os infectados irão receber ainda não foi divulgado, mas pode ser de mais de US$ 300 por pessoa, ou R$ 1.694,52, publicou sites estrangeiros.

Nos testes de controle rígido propostos pela empresa, os voluntários receberiam uma vacina e, cerca de um mês depois, seriam contaminados propositalmente com a doença em condições controladas. Depois eles seriam isolados em uma instalação de quarentena e monitorados para se descobrir se adoeceram ou se a vacina os imunizou.

Críticos dizem que infectar deliberadamente uma pessoa com uma doença possivelmente fatal para a qual ainda não existe tratamento eficaz é antiético.

No mês passado, as desenvolvedoras de vacina de ponta AstraZeneca, Sanofi, BioNTech, Moderna e Inovio disseram que suas respectivas candidatas a vacina não estão envolvidas no programa.

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