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sexta-feira 2 de outubro de 2020 às 12:44h

Entenda: O que acontece em caso de incapacitação de Trump

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Além da incerteza em relação às eleições, a pouco mais de um mês do pleito, o resultado do  teste positivo para a Covid-19 poderia deixar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incapacitado do ponto de vista médico, dando novo tom à crise de saúde que já matou mais de 207 mil americanos.

De acordo com a 25ª Emenda da Constituição, o presidente americano tem a opção de transferir temporariamente o poder para o vice Mike Pence, que teve teste negativo para a doença, e pode reclamar sua autoridade sempre que se considerar apto para o cargo. Desde que a emenda foi ratificada em 1967, isso ocorreu apenas três vezes.

Em 1985, Ronald Reagan passou por uma colonoscopia e por um breve período transferiu o poder para o vice-presidente George Bush, embora não tenha mencionado explicitamente a emenda ao fazê-lo. George W. Bush, por sua vez, invocou a emenda duas vezes ao passar temporariamente o poder ao vice  Dick Cheney ao realizar duas colonoscopias, em 2002 e 2007.

Há uma longa história de presidentes que adoeceram gravemente durante o mandato, incluindo dois que foram afetados durante epidemias. George Washington esteve à beira da morte em meio a um surto de influenza durante seu segundo ano de mandato, enquanto Woodrow Wilson adoeceu durante as negociações de paz em Paris após a Primeira Guerra Mundial — alguns especialistas e historiadores acreditam ter sido a gripe espanhola, que assolou o mundo de 1918 a 1920.

Quatro presidentes dos EUA morreram no cargo de causas naturais: William Henry Harrison, Zachary Taylor, Warren G. Harding e Franklin Roosevelt. Wilson sofreu um derrame e Dwight Eisenhower teve um ataque cardíaco em seu primeiro mandato e um derrame no segundo. Outros quatro foram assassinados no cargo: Abraham Lincoln, James Garfield, William McKinley e John F. Kennedy.

As crises de saúde na Casa Branca, no entanto, têm sido raras nos últimos tempos. Desde que Reagan foi baleado em 1981, nenhum presidente precisou enfrentar uma condição de risco de vida durante o mandato. Em entrevistas ao jornalista Bob Woodward, o presidente reconheceu, ainda em fevereiro, que o vírus era uma “uma coisa mortal”, além de afirmar que estava mesmo amenizando a gravidade da crise sanitária para supostamente não alarmar a população.

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