segunda-feira 8 de março de 2021
Presidente da França, Emmanuel Macron, fala durante videoconferência em Paris 17/12/2020 REUTERS/Charles Platiau/Pool Foto: Reuters
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domingo 24 de janeiro de 2021 às 17:34h

Governo da França tenta evitar novo confinamento e gera protestos no Brasil

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A França endureceu, neste domingo (24), seus controles na fronteira para tentar evitar um novo confinamento, enquanto a pandemia da covid-19 avança em quase todo mundo, gerando protestos no Brasil, na Dinamarca, ou na Espanha.

A pandemia causou pelo menos 2.121.070 mortes no mundo desde o aparecimento do coronavírus na China em dezembro de 2019, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP neste domingo, com base em fontes oficiais.

Na Europa, que lidera a lista de regiões mais enlutadas com cerca de 700.000 óbitos, a França seguiu os passos da Bélgica e reforçou os controles fronteiriços com seus vizinhos, preocupada com a cepa britânica.

A partir de agora, os viajantes procedentes dos vizinhos da da União Europeia (UE) também devem apresentar um teste PCR negativo de 72 horas. A medida já é aplicada a turistas de outros países desde meados de janeiro.

O objetivo da medida, junto com o toque de recolher em vigor das 18h às 6h, é tentar frear a propagação do vírus. O ministro francês da Saúde, Olivier Véran, já avisou que as restrições podem ser intensificadas.

“Se as variantes começarem a se espalhar por todo lado”, o governo “adotará medidas adicionais”, e “isso se chama confinamento”, advertiu Véran, em declarações ao jornal Le Parisien.

 Egito começa a vacinar

O Egito se somou, neste domingo, aos cerca de 60 países e territórios onde a vacinação já começou. Depois dos profissionais de saúde egípcios, será a vez das pessoas com enfermidades graves e dos idosos.

Segundo país africano a iniciar a campanha de imunização em larga escala depois das Seychelles, o Egito optou pelo imunizante chinês Sinopharm, embora também sejam esperadas doses da vacina britânica desenvolvida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford.

Mais de 63,5 milhões de doses foram administradas em pelo menos 68 países e territórios, de acordo com balanço da AFP.

Na Europa, aumenta a irritação com o atraso anunciado nas entregas das doses da AstraZeneca e do laboratório americano Pfizer. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, pediu “transparência” às empresas farmacêuticas.

A Alemanha, duramente atingida pela onda atual, será, na próxima semana, o primeiro país da UE a usar o tratamento experimental à base de anticorpos, o mesmo aplicado ao agora ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Segundo o ministro da Saúde, Jens Spahn, seu “governo comprou 200.000 doses por 400 milhões de euros” (US$ 485 milhões), ou seja, 2.000 euros (US$ 2.435) por dose.

 O temor das variantes

Vários países impõem novas restrições, preocupados com novas variantes do coronavírus detectadas no Reino Unido, África do Sul, ou Brasil.

A pandemia desacelerou esta semana, porém, com 634.200 infecções diárias (12% a menos), à exceção de América Latina e Caribe, onde 571.756 pessoas já morreram de um total de 18 milhões de casos.

Segundo país mais enlutado do mundo, com 216.445 mortes, o Brasil começou esta semana sua campanha de vacinação. E, no estado do Amazonas, onde há um forte aumento dos contágios, serão instaurados sete dias de reclusão a partir desta segunda-feira (25).

As grandes cidades da Colômbia aplicam um confinamento pelo terceiro fim de semana consecutivo, enquanto a Holanda instaurou, ontem à noite, seu primeiro toque de recolher (de 21h até 4h30) desde a Segunda Guerra Mundial.

O confinamento decretado há uma semana não impediu os portugueses de irem às urnas neste domingo para escolher seu presidente. O atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, aparece como favorito.

Com 800.000 casos de covid-19 e quase 1.400 mortes, Portugal se tornou, nos últimos sete dias, um dos territórios com mais casos e mortes em relação à sua população, superado apenas por Gibraltar.

Na Ásia, Hong Kong instituiu um primeiro confirnamento no fim de semana em vários bairros pobres, enquanto Pequim examina a população de vários bairros onde contágios foram detectados.

Protestos

O aumento das medidas é acompanhado por protestos em vários países.

Na Dinamarca, cinco pessoas foram detidas em Copenhague na noite de sábado, após uma manifestação contra as restrições que degenerou em incidentes.

Milhares de pessoas também se manifestaram ontem em Madri contra as medidas do governo para conter a pandemia. A multidão denunciou o “engano” de um vírus que, segundo alguns, “não existe”.

Já no Brasil, milhares de pessoas desfilaram em caravanas por várias cidades para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro por sua gestão da pandemia e em protesto pelo atraso na campanha de vacinação.

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