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sexta-feira 6 de dezembro de 2019 às 10:55h

Ireuda Silva fala sobre preconceito e violência contra mulher

POLÍTICA


A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Municipal, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), acredita que o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, celebrado no dia 6 de dezembro (sexta-feira), é crucial para lembrar que não é apenas a parcela feminina da sociedade que deve estar engajada na luta contra esse problema que segundo ela, gera milhões de vítimas todos os anos.

De acordo com a vereadora, a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher é uma obrigação moral. “Só nós, mulheres, é que sabemos a dor que é viver em um mundo onde o preconceito mata milhares de nós, todos os anos, nos exclui e tenta nos aprisionar em jaulas de anulação e submissão. Quem diz que é ‘mimimi’ é porque é insensível e egoísta, que não faz o menor esforço para sair da bolha de privilégios em que está e olhar para o sofrimento alheio com um pouco de solidariedade”, disse Ireuda.

Data

A data foi instituída no Brasil após decreto de 20 de julho de 2007, como referência a um episódio que abalou o mundo. Em 6 de dezembro de 1989, um jovem canadense de 25 anos entrou em uma sala de aula da Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, e matou 14 mulheres, que segundo ele não deveriam cursar Engenharia, uma “profissão masculina”. Após o atentado, o atirador cometeu suicídio.

Revoltados com o fato, um grupo de homens canadenses criou, à época, a Campanha do Laço Branco, com o objetivo de promover a igualdade de gênero e alertar para as consequências do machismo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra, a cada quatro minutos, pelo menos uma agressão a mulher. Em 2018, foram registrados mais de 145 mil casos de violência, incluindo física, psicológica e sexual. Esse número não inclui o número de assassinatos. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), foram contabilizados 4.936 casos de feminicídio no país em 2018.

“Devemos lembrar sempre que o número pode ser maior, já que muitos assassinatos de mulheres não são registrados como feminicídio. Ainda existe uma resistência de certas autoridades em relação a entender que existe uma diferença muito grande quando uma mulher é assassinada por motivações de gênero. Quantos homens são assassinados por terem nascido homens? ”, questiona a vereadora.

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