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segunda-feira 26 de abril de 2021 às 08:31h

“João Leão é o nome que a gente apoia para 2022”, diz Cacá

NOTÍCIAS, POLÍTICA


Em entrevista ao jornal Tribuna, o deputado federal Cacá Leão afirmou que o PP vai trabalhar para colocar um nome próprio na corrida eleitoral de 2022 ao Governo da Bahia. E o nome já está escolhido: será o vice-governador João Leão, pai dele.

“A perspectiva do Partido Progressista nesse momento é na construção da sua candidatura. Acho que a gente tem legitimidade para isso. Fomos o partido que mais cresceu nas eleições de 2020, temos mais de 100 prefeitos e 500 vereadores”, avalia, em entrevista à Tribuna.

Tribuna – O senhor acha que o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador têm acertado nas medidas de combate à pandemia até então?

Cacá Leão – O governador Rui Costa e o prefeito Bruno Reis, capitaneados pelo secretário Fábio Vilas-Boas e o secretário Leo Prates, têm feito um esforço muito grande para conseguir fazer esse enfrentamento dão exemplo para o Brasil do que é forças políticas opostas trabalharem unidas para vencer um inimigo em comum. Eu acho que a Bahia e Salvador serviram e servem de exemplo para o Brasil, de mostrar que não é momento de politizar essas ações. Veja o apoio que o Governo do Estado tem dado a Prefeitura de Salvador e o apoio que a Prefeitura de Salvador tem dado ao Estado, na ajuda a outras cidades do interior. Acho que Salvador e a Bahia servem de exemplo, que deveria estar sendo seguido por todo o Brasil, para o enfrentamento do coronavírus.

Tribuna – O que achou do orçamento sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e de como ficou a distribuição de recursos?

Cacá Leão – Está dentro da expectativa que a gente já imaginava. O governo fez o esforço, cortando inclusive despesas dentro do seu funcionamento. Graças a Deus o governo tem tido um aumento de arrecadação e acho que isso não vai ser colocado como um problema no final do ano para atingir as suas metas. Mas o governo precisa investir em obras. É fazendo investimento que ele ajuda os municípios, indiretamente. Quando você leva uma obra para o município, você tem toda uma cadeia que se alimenta dela: desde o empresário da loja de material de construção até o emprego que é gerado. Acho que o orçamento foi sancionado dentro do que estava nas expectativas. Houve uma discussão muito grande desse processo. Participei diretamente dessas discussões ao lado do presidente Arthur Lira e acho que está dentro das expectativas. Tenho certeza absoluta que a gente vai conseguir corresponder e executar muita coisa nesse ano. E vai ajudar, inclusive, aos comércios, às famílias e aos municípios a aumentarem a sua renda e arrecadação para conseguirmos sair o mais rápido possível da crise.

Tribuna – Qual é a sua opinião sobre os movimentos que pedem volta às aulas?

Cacá Leão – A gente votou nessa semana um projeto que torna a educação um serviço essencial também nesse momento de enfrentamento. Há uma polarização sobre essa matéria, mas eu particularmente votei a favor por entender que a gente precisa voltar e os nossos jovens precisam voltar. Claro que com o distanciamento social que está colocado, com as medidas socioeducativas que foram colocadas durante o enfrentamento da pandemia. Mas eu defendo que a escola tivesse sido a última a voltar e a primeira a voltar.

Tribuna – Sobre política nacional, o senhor acha que a presença do ex-presidente Lula vai influenciar nas eleições estaduais de 2022?

Cacá Leão – O ex-presidente Lula é uma força inegável. Ninguém pode dizer que não é. Tenho certeza que, há um ano das eleições, ele vai ajudar muito a fazer a discussão nos estados onde ele tem uma influência muito grande – principalmente nos estados do Nordeste, onde tem uma força reconhecida. Então, acho que ele ajuda seu partido a fazer essa discussão nos estados sim.

Tribuna – O senhor falou sobre a questão da polarização durante a pandemia. Causa preocupação a perspectiva de haver uma polarização ainda maior com Lula e Bolsonaro na eleição do ano que vem?

Cacá Leão – Espero que não. Espero que a gente consiga ter vencido essa fase crítica e que essas discussões a respeito da eleição de 2022 sejam feitas dentro da política. Acredito que será uma eleição, se o ex-presidente Lula e o ex-presidente Bolsonaro forem candidatos, onde eles irão dizer o que já fizeram e vender o que eles pensam do país do futuro para os próximos quatro anos. Acho que essa polarização, raiva e ódio marcados na eleição de 2018 não vai ser bom para o Brasil. Espero que eles tenham maturidade suficiente para fazer as discussões da campanha de 2022 dentro do aspecto da política. O ex-presidente Lula mostrando o que fez dentro dos seus oito anos de governo e o presidente Bolsonaro dizendo o que fez nos seus quatro anos. Que a gente deixe a raiva e o ódio de lado e pense no país. É o que eu espero que aconteça na eleição de 2022. Sei que não é fácil, mas é o que eu espero.

Tribuna – Considerando o cenário atual, o senhor vê possibilidade de haver a ascensão de uma terceira via, como Ciro Gomes? Ele, inclusive, contratou João Santana, marqueteiro das campanhas vitoriosas do PT.

Cacá Leão – Acho que 2022 ainda está um pouco longe. Temos nomes que foram já testados nas urnas nas eleições presidenciais. E tem novos nomes que podem surgir também ao longo desse ano. A gente tem aí o presidente da Câmara, do Senado, governadores e nomes do cenário político que podem surgir como uma alternativa a essa polarização. Então, acho que está muito cedo para fazer essa discussão. Faltam um ano e meio para as eleições. E espero que elas sejam feitas dentro da expectativa do que é melhor para o Brasil. O surgimento de uma terceira via será muito bom para fazer essa discussão também.

Tribuna – Existe chance do PP apoiar o ex-prefeito ACM Neto na campanha ao Governo do Estado em 2022?

Cacá Leão – Olha, a gente ainda não sabe quem serão os candidatos da eleição do Governo em 2022. Temos alguns nomes colocados, como o senador Jaques Wagner e o ex-prefeito ACM Neto. Mas a gente também tem colocado o nome do senador Otto Alencar e do vice-governador João Leão – que é do meu partido, que é o nome que a gente apoia, que a gente coloca e que vai trabalhar dentro do nosso grupo político para fazer esse enfrentamento. A perspectiva do Partido Progressista nesse momento é na construção da sua candidatura. Acho que a gente tem legitimidade para isso. Fomos o partido que mais cresceu nas eleições de 2020, temos mais de 100 prefeitos e 500 vereadores. Somos 10 deputados estaduais e quatro federais. Temos um vice-governador, um nome capaz de entrar nessa discussão. Então, a gente não está fazendo a discussão de quem vamos apoiar. Estamos fazendo a discussão do fortalecimento do nome da nossa pré-candidatura, que é João Leão.

Tribuna – Caso haja as candidaturas de Wagner e Neto, o senhor acha que vai ser uma disputa acirrada ou não tão acirrada assim, considerando o possível cansaço da população com o PT? Como avalia essa possibilidade?

Cacá Leão – Os cenários podem ser mudados até 2022. Eleição sempre é disputada e nunca é fácil. Por mais que a gente saiba que tem voto, só temos certeza quando se abrem as urnas. Qualquer eleição é disputada e vai depender de qual perfil que esteja montado para a eleição de 2022. Mas, como te falei anteriormente, ainda está um pouco longe. Falta um ano e meio para isso acontecer. Ainda há muita água para passar por debaixo dessa ponte.

Tribuna – Tem se falado nos bastidores sobre o seu nome para disputar o Senado. O senhor considera essa possibilidade?

Cacá Leão – Primeiro, a gente fica lisonjeado quando a gente tem o nosso nome lembrado – ainda mais em um cenário como esse e eu ainda jovem. Fico muito feliz, acho que isso é reconhecimento do trabalho que a gente tem feito em Brasília e pelo nosso estado, através da atuação do nosso mandato de deputado federal. Mas eu não trabalho com esse cenário. O nosso partido trabalha com a candidatura do vice-governador João Leão a governador do Estado da Bahia. Se isso acontecer, inclusive, estarei impedido de fazer qualquer outra disputa que não seja a de deputado federal pelo fato de já sê-lo. Então, o meu horizonte é trabalhar para a reeleição para a Câmara dos Deputados.

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