domingo 25 de julho de 2021
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segunda-feira 12 de julho de 2021 às 07:42h

Morre ex-presidente do TJ-BA Mário Augusto Albiani Alves

DESTAQUE, JUSTIÇA, NOTÍCIAS


O ex-desembargador Mário Augusto Albiani Alves, da Primeira Câmara Cível do Tribunal da Justiça do Estado da Bahia, morreu neste domingo (12). Ele também era ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Segundo informações de familiares, o velório será no cemitério Jardim da Saudade, logo mais a partir das 11h, e a cerimônia de cremação será às 15h. Ele era pai do também desembargador Mário Augusto Albiani Alves Júnior.

Biografia

De estatura mediana e frágil, Albiani confessou em seu livro lançado em 2016, que era valente: ganhava todas as lutas travadas com os valentões da Faculdade de Direito, além de ter sido bom nos esportes e em tudo o que fazia. A se acreditar nessa proeza, que ultrapassa em emoção e suspense os romances de ficção, o homem era um talento, tanto nas artes marciais como nos esportes e nas letras jurídicas, em especial na ciência do Direito, na qual se fez mestre.

Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, no dia 8 de dezembro de 1958, iniciou a carreira como advogado da Irmã Dulce, que dava os primeiros passos em sua cruzada pelos desvalidos – a caminho da santidade. Ganhou facilmente todas as demandas contra a freira. Numa delas, o juiz, revoltado com a reclamante e com o seu advogado por terem promovido uma reclamação contra a religiosa, arquivou o caso sob a justificativa de que uma santa não podia atuar no processo como reclamada. Não contente, condenou a reclamante ao pagamento das custas e dos honorários advocatícios. Era justamente o que Albiani queria.

No ano seguinte, veraneando em Itaparica, numa festa no Hotel Icaraí, conheceu a jovem Lícia Maria Barreto, com quem, quatro anos depois, veio a casar. O casal teve três filhos: Ana Teresa, Mário Albiani Augusto Júnior (hoje desembargador) e Luiz Américo. Os três lhe deram nove netos.

Tornou-se juiz em 1963. Sua primeira comarca foi Palmeiras, na Chapada Diamantina, onde ficou até 1966, quando se transferiu para Coaraci, inaugurando a comarca com o então governador baiano, Lomanto Junior. Nela Albiani viveu, com certeza, as maiores aventuras de sua vida de magistrado. Vários capítulos do livro são dedicados a essa cidade, um deles a dona Santinha, escrivã do cartório e mãe da atual presidente do TJ/BA, desembargadora Maria do Socorro Santiago.

Em 1974, veio para Salvador, onde, cinco anos depois, foi promovido a desembargador, por merecimento, pelo então governador Antônio Carlos Magalhães, em dezembro de 1979, um dia antes de completar 21 anos de formado em Direito. Tomou posse no cargo em janeiro de 1980, atuando, até o fim, com elegância e distinção no exercício do zelo e da autoridade.

Na sua gestão foram criadas a Casa do Juiz e o primeiro Juizado de Trânsito do Brasil. Foi nessa época que se inaugurou o Tribunal de Justiça Itinerante, começando pelas comarcas de Ilhéus e Itabuna.

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