sábado 4 de julho de 2020
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quinta-feira 28 de maio de 2020 às 12:39h

‘Não teremos outro dia como ontem’, diz Bolsonaro após PF mirar aliados

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No dia seguinte à operação da Polícia Federal que mirou aliados seus, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro declarou na manhã desta quinta-feira (28) que “não teremos outros dia como ontem, chega”. A ação da PF foi deflagrada no âmbito do inquérito relatado por Moraes que investiga propagação de fake news na internet e agressões virtuais a autoridades, entre as quais ministros do Supremo.

“Mais um dia triste na nossa história. Mas o povo tenha certeza, foi o último dia triste”, declarou Bolsonaro, que completou a fala, na saída do Palácio da Alvorada, afirmando que “não teremos outro dia como ontem, chega. Chegamos no limite. Estou com as armas da democracia na mão. Eu honro os meus compromissos, o juramento que fiz quando assumi a presidência da República”.

“Acabou, porra!”, gritou o presidente em outro momento, após citar “pessoas que se julgam melhor e mais poderosas que os outros” e criticar decisões monocráticas.

Sobre a investigação da PF, que mirou blogueiros e empresários bolsonaristas, além de parlamentares aliados, o presidente afirmou ainda que “querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news”. “Não são bandidos, não são marginais, não são traficantes, muito pelo contrário, são cidadãos, chefes de família, homens, mulheres, surpreendidos com a Polícia Federal que estava cumprindo ordem batendo em suas casas”.

As declarações do presidente na manhã desta quinta são mais um degrau na escalada de tensão entre o Executivo e o Judiciário ao longo do último mês. O próprio Alexandre de Moraes já havia barrado a posse do escolhido de Bolsonaro para chefiar a Polícia Federal, Alexandre Ramagem, e o ministro Celso de Mello, relator do inquérito que apura se o presidente tentou interferir politicamente na PF, determinou a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. O Palácio do Planalto havia pedido para que houvesse cortes e, após a decisão, Bolsonaro sugeriu em uma publicação no Twitter que o decano do Supremo cometeu crime de abuso de autoridade.

As imagens do encontro mostraram o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendendo a prisão de ministros do Supremo, chamados por ele de “vagabundos”. Ainda no âmbito do inquérito sobre fake news e ataques a autoridades, Moraes afirmou que vê indícios de seis crimes cometidos por Weintraub e determinou que ele preste depoimento. Na noite desta quarta-feira, 27, o ministro da Justiça, André Mendonça, pediu ao STF que derrube a decisão de Moraes.

Celso de Mello ainda decidirá sobre a apreensão dos celulares de Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos, vereador no Rio de Janeiro, em uma notícia-crime movida por PSB, PDT e PV. Quando enviou o pedido para apreciação do procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro foi alvo de ataques do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que divulgou nota segundo a qual as consequências da apreensão seriam “imprevisíveis”. Indicado por Bolsonaro ao cargo, Aras se manifestou contra o pedido dos partidos. Ele e o presidente se encontraram nesta semana.

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