quinta-feira 2 de abril de 2020
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quarta-feira 19 de fevereiro de 2020 às 14:53h

Orçamento impositivo eleva tensão entre Maia e general Heleno

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As câmeras oficiais do governo federal captaram em transmissão de terça-feira (18) pela internet um desabafo do general Augusto Heleno a colegas. O ministro do GSI criticava o resultado das negociações que haviam sido feitas na semana passada entre o Planalto e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a execução do Orçamento. Pela negociação, o Congresso derrubaria o veto do presidente Bolsonaro ao Orçamento impositivo. A votação do veto foi adiada para depois do carnaval.

Heleno falava aos colegas ministros Paulo Guedes, da Economia, Ramos da Secretaria de Governo, responsável pelas negociações, e Onyx, da Cidadania, que o Planalto não podia ser aceitar ser “chantageado” o tempo todo. Terminou com um “Foda-se”. Falava sobre a divisão do Orçamento impositivo, que deixa R$ 30 bilhões dos R$ 80 bilhões nas mãos dos Congressistas pelas emendas impositivas, e colocou o Planalto e o Congresso em rota de colisão no início desse ano.

Nesta quarta (19), o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) reagiu de forma enérgica à fala de Heleno. Disse que ele já vinha fazendo esse tipo de crítica, mas que agora vieram à público. Sugeriu que Heleno talvez estivesse melhor em um “gabinete de rede social, twittando e agredindo como muitos fazem”.

— É uma pena que um homem com tanta experiência e qualificação se transforme em um ideológico. Talvez ele estivesse melhor num gabinete de rede social twittando e agredindo como muitos fazem. Não é a primeira vez que ele ataque, mas agora veio a público. É uma frase infeliz do ministro. Geralmente na vida, quando a gente vai ficando mais velho, vai ganhando equilíbrio, experiência e paciência. O ministro pelo jeito está ficando mais velho e falando como um jovem estudante, no auge da sua juventude. Uma pena que ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical ideológico contra a democracia, contra o parlamento.

O presidente da Câmara usou a votação do projeto de lei das Forças Armadas, que elevou as aposentadorias dos militares, para rebater as acusações que o Congresso faz chantagem com o Executivo.

— Eu não vi por parte dele nenhum ataque quando a gente estava votando o aumento do salário dele, como militar, da reserva. Eu queria saber se ele acha se o parlamento foi chantageado por ele ou por alguém, ou chantageou alguém para votar o projeto da Lei das Forças Armadas.

Apesar das críticas, Maia diz que espera manter um bom diáologo com o Palácio do Planalto.

— Esse parlamento se quisesse apenas deixar as pautas correrem soltas o governo não ganhava nada aqui, mas tudo é votado com a responsabilidade pelo povo brasileiro. A gente espera manter o diálogo com o governo para votar as pautas que interessam ao Brasil.

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