quarta-feira 28 de julho de 2021
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quarta-feira 30 de junho de 2021 às 06:23h

Polícia cumpre mandados sobre investigação dos mortos após furtarem carne no Atakarejo

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O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30) conforme o Jornal da Manhã da TV Bahia, a 2ª fase da Operação Retomada, que investiga as mortes de Bruno Barros e Yan Barros, após furto de carnes, no supermercado Atakarejo, em Salvador.

De acordo com a diretora do DHPP, a delegada Andréa Ribeiro, a investigação continua e a polícia busca nesta quarta-feira outras pessoas que participaram de formas direta e indireta das mortes de tio e sobrinho. O objetivo é prender e apresentar à Justiça todos os envolvidos no caso.

Na 1ª fase da Operação Retomada, realizada pelo DHPP, no dia 10 de maio deste ano, oito pessoas, entre seguranças e traficantes, foram presas. Três delas são funcionários do Atakarejo e outras cinco são suspeitos de tráfico de drogas e de envolvimento no crime.

Além das capturas, celulares dos envolvidos foram apreendidos e continuam sendo analisados pelos investigadores do DHPP, com suporte do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Na operação de maio, a polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão no supermercado e em casas no complexo de bairros que formam o Nordeste de Amaralina. Filmagens de câmeras de segurança foram parcialmente encontradas, e a polícia investiga se parte do material, que não foi registrado, foi apagada.

Em uma entrevista coletiva, no mesmo dia, a polícia confirmou a versão da família de que tio e sobrinho foram entregues aos suspeitos de tráfico pelos funcionários do supermercado. No mesmo dia, os três funcionários do Atakarejo foram presos em uma operação policial.

Na mesma coletiva, a polícia disse que os seguranças pediram R$ 700 para liberar as vítimas. Três celulares, requisitados pela polícia, foram entregues pelo advogado do supermercado, no DHPP. Os aparelhos eram usados pelo encarregado de prevenção de perdas, gerente de operações e pelo gerente geral.

Em nota, o Atakarejo informou que instalou um processo de sindicância que já resultou no afastamento dos funcionários suspeitos de envolvimento com o fato em questão, até que as investigações sejam concluídas.

Prorrogação de prisão

Foram prorrogadas as prisões dos oito suspeitos de envolvimento nas mortes de Bruno e Yan Barros, tio e sobrinho que teriam sido entregues a traficantes após furtarem carne no Hipermercado Atakarejo, no bairro de Amaralina, em Salvador. O prazo de 30 dias da prisão temporária expirou no dia 9 de junho.

A Polícia Civil não deu detalhes sobre a prorrogação das prisões, mas afirmou que o inquérito policial foi prorrogado para a coleta de novos dados e que laudos periciais estão sendo analisados.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que está acompanhando as investigações e aguarda o envio do inquérito policial para se manifestar sobre o caso. A rede de hipermercados Atakarejo não comentou a prorrogação das prisões.

Entre os presos, estão o gerente-geral da loja de Amaralina, um encarregado de segurança, um segurança e cinco homens apontados como traficantes de drogas na região.

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