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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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quarta-feira 17 de fevereiro de 2021 às 05:27h

Retorno de senador que escondeu dinheiro na cueca gera ‘constrangimento’, dizem líderes

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Termina nesta quinta-feira (18) a licença tirada pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal em outubro com dinheiro na cueca. Ouvidos pelo G1, líderes partidários no Senado preveem “constrangimento” com o eventual retorno do político sem que a situação tenha sido esclarecida.

Na avaliação dos parlamentares, Chico Rodrigues ainda não deu as explicações necessárias sobre o malote de R$ 33 mil que escondeu nas roupas íntimas durante operação da PF. O caso nunca chegou a ser analisado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar – que se reuniu pela última vez em setembro de 2019.

A operação da PF foi autorizada pela Justiça como parte de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos em Roraima. Na época, Rodrigues era vice-líder do governo no Senado. Ele negou irregularidades e disse que o dinheiro na cueca seria usado para pagar funcionários.

Líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE) classificou o episódio com Chico Rodrigues como “fato grave” ocorrido no exercício do mandato parlamentar. Vieira diz que o retorno é possível, já que não há decisão judicial para afastar o colega do mandato, mas defende a análise no Conselho de Ética.

“Sem dúvida gera um constrangimento, especialmente pela falta de esclarecimento. Quem pode solicitar os documentos relativos à operação [da PF], para compreender exatamente as circunstâncias, é o Conselho de Ética, que tem essa obrigação. A gente representa o país, por mais que você tenha uma simpatia eventual pelo colega, a responsabilidade pela instituição é maior”, diz Vieira.

O líder do Cidadania afirmou ao G1 que pedirá a instalação do Conselho de Ética em uma reunião de líderes com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

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