quinta-feira 25 de fevereiro de 2021
Deputado democrata Jamie Raskin faz seus primeiros argumentos de acusação no julgamento do impeachment de Donald Trump no Senado dos EUA Foto: Bloomberg
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terça-feira 9 de fevereiro de 2021 às 19:57h

Senado dos EUA aprova início do julgamento de Trump

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Na abertura do primeiro dia do julgamento do impeachment de Donald Trump, o Senado aprovou nesta terça-feira (9) a constitucionalidade do processo, reforçando uma votação realizada na semana passada, e evidenciou a profunda divisão entre democratas e republicanos sobre o futuro do ex-presidente.

No mês passado, a Câmara de maioria democrata aprovou a acusação de “incitação à insurreição” contra a ordem constitucional, relacionada à invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro. Desta vez, 56 senadores votaram pelo andamento do processo, e 44 foram contra. Ao todo, seis republicanos votaram com a acusação, apenas um a mais do que na votação preliminar anterior.

No início da sessão, ao anunciar um acordo sobre as regras do julgamento, o líder da maioria democrata, Chuck Schumer, não poupou palavras para definir a gravidade do momento e das acusações apresentadas.

— É o nosso dever constitucional solene conduzir um julgamento honesto e justo sobre as acusações apresentadas contra o ex-presidente Donald Trump, as mais graves já apresentadas contra um presidente dos EUA na História do país — declarou Schumer.

Apesar de ser uma medida bipartidária, acertada com a liderança da minoria, 11 senadores republicanos votaram contra as regras.

Em seguida, acusação e defesa realizaram um debate de quatro horas de duração, onde explicitaram suas estratégias. A primeira fala coube à acusação, liderada pelo deputado democrata Jamie Raskin. Ele declarou que os republicanos que questionam o impeachment estariam dando uma espécie de “salvo conduto” para que líderes cometam crimes em seus últimos dias no cargo e saiam livres.

Raskin apresentou um vídeo com imagens do ataque ao Capitólio, intercalado por trechos do discurso de Donald Trump naquele mesmo 6 de janeiro, para mostrar que o presidente incitou seus apoiadores a invadir o prédio e suspender a sessão que confirmaria a vitória de Joe Biden na eleição presidencial.

O vídeo não poupou detalhes, mostrando rostos dos invasores e o momento em que Ashli Babbitt, veterana da Força Aérea que tentava entrar no plenário da Câmara, foi baleada e morreu. Além disso, as declarações posteriores de Trump foram mostradas como uma prova de que, segundo a acusação, ele minimizou os eventos daquela tarde.

— O impeachment não é apenas para remover alguém do cargo, ele também é para proteger nossa democracia — declarou o deputado David Cicilline, terceiro da equipe de acusação a falar no debate. Enquanto apresentava seus argumentos, imagens do dia da invasão eram mostradas aos senadores (e ao público que assistia pela TV).

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