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quinta-feira 8 de abril de 2021 às 17:22h

Turismo perde 35,5 mil estabelecimentos em 2020, maior perda anual desde 2016

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O setor de turismo no Brasil registrou perda de 35,5 mil estabelecimentos com vínculos empregatícios, segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). É a maior perda anual desde 2016, quando 44,9 mil unidades do setor fecharam as portas.

Esse saldo negativo representa ainda um recuo de 13,9% em relação ao total de estabelecimentos em operação em 2019.

De acordo com a análise da CNC a crise no setor foi impulsionada pela pandemia de covid-19 e as medidas de restrição social para conter o avanço do coronavírus. O volume de receitas do Turismo encolheu 36,6% ante o ano anterior.

Os dados mostram que todos os segmentos turísticos registraram perdas de pontos operacionais, com destaque para os serviços de alimentação fora do domicílio como bares e restaurantes (-28,61 mil), seguidos pelo segmento de hospedagem em hotéis, pousadas e similares (-3,04 mil) e agências de viagens (-1,39 mil).

Todas as unidades da Federação registraram saldos negativos com destaque para as perdas de estabelecimentos turísticos em São Paulo (-10,9 mil), Minas Gerais (-4,1 mil), Rio de Janeiro (- 3,7 mil) e Paraná (-2,6 mil).

De fevereiro a abril de 2020, o volume de receitas do setor acumulou queda de 68%. Alguma reação veio nos meses subsequentes, entretanto, o setor fechou 2020 com nível de faturamento 30% abaixo do nível pré-pandemia. A indústria fechou o ano passado com nível de atividade 3% acima de fevereiro daquele ano. As vendas no varejo ampliado se mantiveram estáveis, mas o setor de serviços ainda perdeu 4% em volume de receitas.

A quantidade de unidades de serviços turísticos registrou retrações em todos os portes de estabelecimentos, sobressaindo os saldos negativos entre os micro (-19,28 mil) e pequenos (-11,45 mil) estabelecimentos, que, juntos, responderam por 87% do total de pontos perdidos em 2020.

A crise no setor também se mostra evidente através do nível de ocupação formal. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apurado mensalmente pela Secretaria do Trabalho, em 2020, foram eliminados 397 mil postos formais de trabalho no setor –uma recuo de 12,8%. Na média de todos os setores da economia, a variação relativa no estoque de pessoas formalmente ocupadas avançou 0,4%.

Gastos de estrangeiros

Segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), os gastos de turistas estrangeiros no país caiu à metade no 1º ano da pandemia, atingindo o menor patamar em 17 anos.

Os gastos de estrangeiros no Brasil fecharam 2019 em R$ 6,0 bilhões. E ficou em R$ 3,0 bilhões em 2020, o menor volume registrado desde 2003, segundo dados do Banco Central.

“Nem mesmo a desvalorização de 29% do real no ano passado, que, em situações normais estimularia o Turismo interno, evitou perdas expressivas para o setor. Internamente, a recessão promoveu uma realocação de gastos em favor de bens e serviços essenciais. A demanda externa, por sua vez, esbarrou nos protocolos caracterizados por severas restrições ao fluxo turístico internacional”, diz a CNC.

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