sábado 4 de julho de 2020
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sábado 6 de junho de 2020 às 09:38h

Vereadora quer discutir mortes de jovens no Bairro da Paz

POLÍTICA


Segundo a vereadora, a questão será levada para a Comissão de Direitos Humanos

Para a vereadora Marta Rodrigues (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Salvador, a população negra está protestando e não teme mais a Covid-19 porque já morre diariamente de tiro nas favelas. “Precisamos falar sobre o genocídio do povo negro”, afirma.

No seu entendimento, o protesto que resultou em um ônibus incendiado na Avenida Paralela, no início da tarde da quinta-feira (3), contra a morte de dois jovens do Bairro da Paz, em Salvador é mais um reflexo da revolta do povo brasileiro contra o “genocídio da população negra”.

De acordo com a presidente do colegiado, as pessoas não estão mais temendo a pandemia e os riscos da aglomeração porque começaram a perceber que estão sem saída para manter-se vivos.

“O genocídio do povo negro é gritante. E, se não morre por tiro nas favelas, vai morrer da Covid-19, pois os números mostram que a taxa de letalidade entre eles é maior devido a várias questões, entre elas as condições de vida desumanas. Então, eles já não têm a quem recorrer. Preferem ao menos ter suas vidas respeitadas dentro de suas comunidades”, declarou Marta Rodrigues.

Ação

A vereadora acrescentou que é preciso, urgentemente, que as organizações sociais e setores da sociedade civil encontrem formas de agir

veementemente, denunciando também para organismos internacionais as centenas de casos de mortes de jovens em periferias pela polícia.

“Estamos vivendo um cenário de pânico e de terror. É pandemia, é morte pela Covid-19 e assassinatos constantes do povo negro, dentro de suas casas, em suas comunidades. Isso precisa parar, o povo está entrando em desespero, porque não sabe mais o que é pior, se morrer por um vírus ou por um tiro”, avaliou.

A questão será levada para a Comissão de Direitos Humanos, com o objetivo de avaliar as formas de colaboração com os movimentos sociais e com os moradores das periferias.

“Se já vivíamos essa situação de calamidade, de jovens sendo mortos pela polícia, agora na pandemia isso piorou e as redes estão expondo ainda mais os casos. Não podemos ficar inertes, assistindo a tudo isso sem fazer nada”, destacou Marta Rodrigues.

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