domingo 28 de fevereiro de 2021
Foto: Sandra Travassos/AL-BA
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segunda-feira 8 de fevereiro de 2021 às 07:24h

Adolfo Menezes comenta como irá administrar a Assembleia Legislativa da Bahia

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Eleito presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para os próximos dois anos, o deputado Adolfo Menezes (PSD) disse em entrevista ao jornal A Tarde, que sua vitória foi pavimentada após a articulação direta do governador Rui Costa, que fez cumprir um acordo com o PP para comandar a casa. Para Adolfo, “a essência do Poder Legislativo é a negociação”: “Prevaleceu o diálogo”.

Questionado sobre a forma como lidará com os projetos do governo do estado, ele disse que não vai atrapalhar o trabalho do líder Rosemberg Pinto. “Nao tenho a pretensão de exercer a liderança do governo”. E completa: “A gente tem todas as condições de vitória em 2022”, diz o presidente da Assembleia, que é do PSD.

Presidente, como o senhor avalia a sua vitória?

Olha, primeiro horário quero agradecer a Deus. E dizer que o governador teve um grande papel nessa eleição. É claro que os poderes são independentes, mas sempre, não de agora, os governadores sempre tiveram força. Não só os governadores. O Brasil acaba de assistir a interferência do presidente da República no Senado Federal e na Câmara Federal, onde os seus candidatos foram vitoriosos. É claro que são os colegas, os 62 deputados, que votam e que votaram, mas o governador, até porque a base tem número suficiente para eleger o presidente, que precisava de 32 votos. E também porque o governador há dois anos, é de conhecimento público, participou de um acordo onde os então candidatos Rosemberg, Nelson Leal, Adolfo e Alex Lima colocaram o governador como testemunha e ele, na sua posição, disse que na política que é uma atividade hoje tão difícil… Não acredito que difere muito das outras atividades, mas nós somos mais visados, até porque a gente aprova projetos ou não que impactam na vida de toda a população, ou do Brasil, ou da Bahia. Existe uma disputa por espaço que é normal em qualquer Parlamento, em qualquer grupo político. Nós temos aí o grupo do vice-governador João Leão, o grupo da senadora e hoje deputada Lídice da Mata, PSB, o grupo do senador Otto Alencar, o grupo do governador, do PT, vamos-lhe dizer assim. Então existe uma disputa por espaço que faz parte da democracia. A eleição da Assembleia já estava em jogo a eleição de 2022, as peças sendo mexidas. É natural que o PP quisesse continuar com comando da Assembleia, esse importante poder. Claro, quem sou eu para estar fazendo reparação. O problema é que existia um acordo onde o vice-governador disse que não participou, mas aí são coisas passadas. Resumindo: houve toda essa disputa, mas prevaleceu no final o consenso, o acordo que faz parte dessa casa. A essência dessa casa e do Poder Legislativo é a negociação, então no final acabou dando tudo certo.

A gente percebeu aí a insistência do PP e do vice-governador João Leão pelo não cumprimento do acordo. Isso poderia respingar diretamente sobre a unidade da base em 2022?

É, existem esses tensionamentos naturais, mas eu acredito que todos têm inteligência o suficiente, porque senão não estariam ocupando tão elevados cargos, não só agora, como em vários outros anos. Mas é natural que haja briga por espaço. Nós temos eleições de 2022 que se aproximam, o tempo passa muito rápido, onde nós teremos em jogo uma vaga de senador, uma vaga de vice, uma vaga de governador. Então tem mais gente querendo ocupar as três vagas do que as vagas. Tem mais nome do que as três vagas. Então faz parte, é natural, mas o que importa é a unidade de todo esse grupo em benefício dos 15 milhões de baianos. Então eu acredito que tendo a maturidade que eu acredito que vai ter de todos… É claro que em três vagas não podem entrar cinco. Alguém, eu não digo que vai perder, mas alguém vai sair contrariado como sempre. Nos vimos o Rodrigo Maia que perdeu, era forte e hoje está fraco. Faz parte da dinâmica da política, e eu acredito que só quem sofre mais é quem não tem essa consciência de que a política é assim. Infelizmente é cruel, a política é cruel.

Qual a pauta que o senhor vai colocar como prioridade na Assembleia a partir de agora?

Existe já uma demanda de parte dos colegas que a gente volte a ter sessões presenciais. Claro que a gente tem que ouvir a área médica, porque nós acreditamos na ciência, e ver o que é com toda a segurança, porque esses projetos são importantes, mas a vida é mais importante que tudo. Então depois de voltar às sessões presenciais, claro, não impede que a Assembleia continue a aprovar os projetos como aprovou em 2020 com opresidente Nelson Leal, mesmo interrompendo as atividades presenciais foi aprovado tudo que veio do Executivo. Claro que acaba prejudicando, porque alguns projetos dos próprios deputados, que já existe, desde antes, essa celeuma, porque a gente aprova mais projetos do Executivo. A gente vai tentar dar prioridade, eu tomarei decisões não monocráticas, mas colegiadas com meus pares, porque aí é mais fácil dividir as responsabilidades. Já determinei a casa, hoje é o meu segundo dia, já determinei a casa que fizesse isso tudo para ver de que forma a gente pode racionalizar os gastos da casa. Que a gente continue modernizando, que já vinha sendo feito aí em outras administrações, agora mesmo pelo presidente Nelson Leal que encerrou seu mandato. Porque não se justifica, ao meu ver, que a Assembleia gere mais despesa numa época de tanto desemprego, a economia patinando, numa época de pandemia onde 10 mil baianos já perderam a vida, onde mais de 230 mil brasileiros, quase 230 mil também já perderam a vida. Então essa é a nossa intenção.

O orçamento da Assembleia sempre foi suplementado. Como o senhor pretende tocar a administração da casa?

Eu não digo choque, porque eu digo sempre que se fosse uma empresa era mais fácil, mas aqui, por se tratar de uma casa política, é muito complicado. Mas, mesmo com o orçamento da Assembleia, e sempre todas as administrações pedirem suplementação, porque nunca é colocado no orçamento. Nós votamos o orçamento há pouco tempo, poderia ter sido colocado já e votado o valor que os técnicos, claro, achassem o suficiente para não pedir suplementação. Então isso nunca é feito, normalmente no final do ano, não só esse poder como a gente vê aí os outros poderes.

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