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terça-feira 4 de fevereiro de 2020 às 17:04h

Campanha “Meu corpo não é sua fantasia” retorna no Carnaval 2020

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Após ter se consolidado em 2019, a campanha criada pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos), “Meu Corpo não é Sua Fantasia”, retorna no Carnaval de 2020 com o objetivo de levar para um número ainda maior de pessoas, o alerta sobre o assédio sexual e a violência contra a mulher. Projeto da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida pela parlamentar, a campanha contou com uma ampla adesão de foliões e personalidades da mídia, que contribuíram para reforçar o grito em defesa da liberdade e do respeito.

Na Bahia, dados oficiais revelam que uma mulher é agredida a cada 56 minutos. Segundo a organização internacional ActionAid, 86% das brasileiras já sofreram assédio em público. Outra pesquisa, realizada em 2019, aponta que 97% das mulheres dizem já ter sofrido essa inconveniência nos transportes públicos e privados no país. “Essa grave situação pode se tornar ainda pior no Carnaval, quando há um grande contingente de pessoas nas ruas, em festa, e alguns limites e barreiras são perigosamente rompidos. É muito comum o relato de mulheres que dizem ter sido beijadas a força, recebido apalpadelas ou até passado por situações mais constrangedoras, ameaçadoras e violentas”, pontua Ireuda.

De acordo com a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, as denúncias de assédio no Carnaval cresceram 90% nos últimos anos. “Isso demonstra o quanto vivemos em uma sociedade machista, em que as mulheres são tratadas como objetos disponíveis para satisfazer prazeres e vontades dos homens. O sentimento das vítimas é o que menos importa”, acrescenta a vereadora.

Como em 2019, a campanha percorrerá os circuitos da folia em Salvador, com camisetas, faixas, cartazes e panfletos, levando a mensagem de alerta e conscientização. “Uma das armas mais eficazes para se combater o assédio é a solidariedade, tanto das próprias mulheres quanto dos homens. Quem presenciar casos do tipo, precisa se sentir no dever de ajudar a vítima, que muitas vezes não estará em condições psicológicas de tomar as providências necessárias”, finalizou a parlamentar.

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