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segunda-feira 1 de março de 2021 às 13:19h

Em carta, Rui Costa e mais 16 governadores acusam Bolsonaro de distorcer repasses públicos

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Um dia após o presidente Jair Bolsonaro divulgar nas redes sociais os valores de repasses feitos aos estados, 16 governadores acusaram o mandatário do país de distorcer informações para atacá-los. Em carta, os governadores destacaram que o governo federal deveria focar em políticas para conter aglomerações em vez de adotar estratégia de confronto.

“Em meio a uma pandemia de proporção talvez inédita na história, agravada por uma contundente crise econômica e social, o governo federal parece priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população”, assinalaram os 16 mandatários dos estados.

No texto, os governadores lembraram que boa parte dos tributos federais, como o Imposto de Renda, tem como destino obrigatório os estados e municípios, da mesma forma que os estaduais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), devem ir para os cofres dos municípios de uma unidade da Federação.

“Adotando o padrão de comportamento do presidente da República, caberia aos estados esclarecer à população que o total dos impostos federais pagos pelos cidadãos e pelas empresas de todos estados, em 2020, somou R$ 1,479 trilhão. Se os valores totais, conforme postado hoje, somam R$ 837,4 bilhões, pergunta-se: onde foram parar os outros R$ 642 bilhões que cidadãos de cada cidade e cada estado brasileiro pagaram à União em 2020?”, questionaram.

Quanto ao tema da pandemia do coronavírus, os governadores defendem que a contenção de aglomerações é o que deveria ser praticado de forma coordenada pela União.

A nota foi assinada pelos governadores Renan Filho (Alagoas), Waldez Góes (Amapá), Camilo Santana (Ceará), Renato Casagrande (Espírito Santo), Rui Costa(Bahia), Ronaldo Caiado (Goiás), Flávio Dino (Maranhão), Helder Barbalho (Pará), João Azevêdo (Paraíba), Ratinho Junior (Paraná), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), João Doria (São Paulo) e Belivaldo Chagas (Sergipe). O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não rubricou o documento.

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