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domingo 10 de janeiro de 2021 às 17:49h

Filho de desembargadora presa na Operação Faroeste comprou veículo um dia após venda de sentença

JUSTIÇA, NOTÍCIAS


Uma investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Faroeste aponta conforme informação publicada pela revista Crusoé deste domingo (10) que o advogado Arthur Barata, filho da desembargadora Lígia Ramos comprou uma caminhonete Ford Ranger por R$ 145 mil um dia após sua mãe proferir uma sentença que teria sido vendida por ela por R$ 400 mil.

Lígia e o filho foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República no esquema de venda de decisões no Tribunal de Justiça da Bahia. A desembargadora está presa.

A venda da sentença teria sido intermediada pelo advogado Julio Cesar Cavalcanti Ferreira, que assinou um acordo de elação premiada. Ele afirmou que, dos R$ 400 mil de propina recebidos, ele ficou com R$ 100 mil, e Lígia abocanhou R$ 300 mil. A quantia foi entregue em frente a uma concessionária em Salvador.

A investigação identificou que a caminhonete foi adquirida na mesma concessionária em que a propina foi despachada, no dia 5 de setembro de 2018.

A Procuradoria acusa a desembargadora e dois de seus filhos (Rui e Arthur Barata) de organização criminosa e, na denúncia encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), pede o afastamento dela do cargo. Ao final do processo, se for condenada, Lígia que terá de pagar uma multa de R$ 950 mil— mesmo valor que ela teria recebido pela suposta venda de sentenças em quatro processos.

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