quinta-feira 4 de março de 2021
Jair Bolsonaro com o presidente chinês, Xi Jinping, e o governador paulista, João Doria Imagem: Divulgação/Arte/UOL
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terça-feira 26 de janeiro de 2021 às 17:01h

Insumos da China são novo capítulo na queda de braço de Doria e Bolsonaro

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A queda de braço entre o governador João Doria (PSDB-SP) e o presidente Jair Bolsonaro pelo protagonismo na vacinação contra a covid-19 ganhou conforme o UOL um novo capítulo: a próxima remessa de insumos para a produção da CoronaVac. Em meio a poucas novidades sobre os avanços da imunização no país, os dois possíveis adversários nas eleições de 2022 disputam a narrativa pela articulação com a China.

Ontem, o presidente, que já rejeitou o imunizante publicamente, foi às redes sociais para agradecer ao país asiático pela liberação de 5.400 litros de insumos para a vacina e passou à frente de Doria com a novidade. O governador respondeu na mesma noite, chamando Bolsonaro de mentiroso, e citou uma reunião com a embaixada chinesa para esta terça, que já havia sido divulgada por ele mesmo, mais cedo.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. A produção da vacina na fábrica de São Paulo está parada desde o dia 17 de janeiro por falta de insumos, que vêm da China. Agora, a previsão é que os 5.400 litros liberados cheguem até 3 de fevereiro e as primeiras doses saiam depois de 20 dias.

A mensagem de agradecimento do presidente brasileiro segue movimento contrário de declarações críticas adotadas por eles e sua cúpula no último ano. Além de o próprio presidente já ter rejeitado a CoronaVac publicamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu caçula, já gerou mais de uma crise entre os dois países após acusações nas redes sociais.

Doria respondeu às declarações, que colocam indiretamente o governo federal como responsável pela articulação, na mesma noite. Também pela intenet, o governador paulista chamou o presidente de mentiroso.

Nesta terça, após reunião já marcada com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, o governador paulista voltou a atacar Bolsonaro.

Como demonstração de força, Doria colocou Wanming ao vivo no vídeo. O embaixador, por sua vez, não entrou em pormenores. Ele confirmou a liberação dos insumos, que devem chegar em uma semana, e agradeceu tanto ao governo federal quando ao estadual.

“O embaixador da china é um homem profundamente educado e cioso da condição diplomática”, afirmou Doria, depois que Wanming já havia saído do vídeo. O telão em que aparecia o embaixador passou a ostentar, então, uma montagem com as bandeiras de São Paulo e da China.

“Todas as demandas foram conduzidas pelo Butantan e governo de são Paulo”, continuou Doria, que aproveitou a deixa para dizer que ainda não recebeu “um centavo” da Saúde. “Imagino que vão cumprir contrato e pegar, mas todo investimento desde maio foi suportado pelo governo de São Paulo.”

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