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sexta-feira 12 de fevereiro de 2021 às 08:54h

“Ninguém deve se achar eternamente dono do povo”, diz Angelo Coronel após PT baiano lançar nome para disputar governo do estado em 2022

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O senador Ângelo Coronel (PSD) criticou o PT após o partido lançar o senador Jaques Wagner candidato ao governo da Bahia.

Em entrevista ao jornal Tribuna, Coronel defendeu ainda que o PSD também tenha candidatura própria para disputar o Palácio de Ondina em 2022. “Defendo candidatura própria, e respeito os que defendem a do seu partido. Faz parte do jogo democrático. (Agora), a história mostra que existem ciclos na vida pública. Ninguém deve se achar eternamente dono do povo”, declarou.

Coronel disse também na entrevista que viu com “normalidade” a decisão do PT de lançar Wagner postulante. “Todos os partidos têm o direito de lançar seus nomes. O PSD também tem os seus, bem como o PP. ‘Caititu fora de bando vira comida de onça’”, pontuou. No final de semana, integrantes do PT da Região Metropolitana de Salvador já tinham lançado Wagner como postulante ao Palácio de Ondina. Agora, a confirmação partiu do presidente estadual da legenda, Éden Valadares, que foi assessor do ex-governador da Bahia.

“Wagner é o que mais agrega e o que tem melhor capacidade de dialogar com o conjunto da sociedade baiana, do empresariado aos movimentos sociais, da indústria ao agricultor familiar. Sob a condução do governador Rui Costa, acreditamos na força e na unidade do nosso campo político, e avaliamos que o melhor candidato para representar esse projeto, sem sombra de dúvidas, é Jaques Wagner”, disse Éden, em nota enviada à reportagem.

Questionada pela reportagem sobre o anúncio do PT, a assessoria de Wagner informou que o senador não iria se manifestar. Nos bastidores, aliados já tinham dito que Wagner estava “animado” para postular pelo Palácio de Ondina. A única pedra no meio do caminho seria o governador Rui Costa (PT), que encerra o mandato em dezembro de 2022 e teria o interesse de ter um mandato nos próximos anos. Neste cenário, Rui gostaria de disputar o Senado, mas a avaliação é de que não haveria espaço em uma chapa, com apenas três vagas, para dois petistas.

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